Os governos do Brasil e dos EUA chegaram ontem a um entendimento final sobre os termos do acordo bilateral, envolvendo cerca de US$1,5 bilhão, dentro das normas gerais acertadas em fevereiro no âmbito do Clube de Paris. A minuta do acordo bilateral foi rubricada ontem pelo Brasil, mas só será assinada na semana que vem, em Washington, pelo ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira. O acerto com os EUA, que também engloba o acordo de implementação da renegociação da dívida de US$857 milhões-- soma de US$675 milhões, da dívida consolidada, e mais US$182 milhões de atrasados da fase I, negociada em 1983--, representa o terceiro acordo bilateral já selado pelo país a partir das negociações com os países credores com o objetivo de limpar todos os atrasos de pagamentos. O primeiro acordo foi fechado com a França em julho e o segundo, com o Canadá, foi definido na semana passada com a Export Development Corporation (EDC), envolvendo US$170 milhões. Também está programada para Washington a assinatura do acordo bilateral com o Canada. O Brasil conseguiu fechar com os EUA um entendimento dentro das regras da resolução do Senado Federal que fixa os parâmetros para a renegociação externa (GM).