Transportes e energia são os dois campos onde mais se deverá avançar para implementar a integração dos quatro países que formam o MERCOSUL. A opinião é do cônsul argentino Carlos Alberto Onis Virgil, que esteve ontem num encontro promovido pela Associação Brasileira dos Executivos de Comércio Exterior (ABEDE), em São Paulo. Para Virgil, os mercados de comercialização de energia elétrica, gás e o de transportes-- notadamente através de dois projetos hidroviários conjuntos, o Paraguai- Paraná e Alto Paraná-- representam dois eixos de trabalho. "A interconexão do sistema elétrico traria muitas vantagens ao MERCOSUL, pois a energia poderia ser comercializada dependendo da disponibilidade de cada país", disse Virgil. O sistema de transporte integrado também reduziria o custo dos fretes e aumentaria a competitividade externa, garantiu o cônsul. Virgil fez uma apresentação macroeconômica do MERCOSUL e frisou que eventuais diferenças nas balanças comerciais são conjunturais e que não devem desestruturar a formação do bloco econômico como um todo (GM).