DINHEIRO EM CIRCULAÇÃO AUMENTA

A quantidade de dinheiro na economia está se aproximando dos mesmos US$115 bilhões de fevereiro de 1990, véspera da posse do presidente Fernando Collor, que, ao assumir, cortou esse volume para US$40 bilhões. O crescimento do volume de cruzeiros nas suas diversas formas (CDBs, poupança, títulos públicos, depósitos em conta corrente, reserva bancária ou no bolso das pessoas) não preocupa por causa das taxas de juros reais dos títulos vendidos pelo Banco Central aos bancos que administram essa massa de recursos, mas economistas e executivos financeiros afirmam que a liquidez da economia trouxe o Brasil de volta para a situação teórica de mais dinheiro do que mercadorias à disposição dos consumidores. Do início de agosto até 11 de setembro, venceram Cr$57,2 trilhões em CDBs. Os aplicadores não só renovaram as posições como aplicaram mais dinheiro, totalizando Cr$67,2 trilhões. No conceito teórico, muita liquidez na economia significa que em determinado momento poderia haver a retirada desse dinheiro das aplicações para compra de ativos reais, provocando aceleração de preços (JB).