O coração de dona Leda Collor de Mello, 76 anos, mãe do presidente Fernando Collor, parou três vezes ontem. Nas três ocasiões, ela foi ressuscitada através de massagens cardíacas e ventilação pulmonar artificial. Internada em estado grave no hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro (RJ), dona Leda respirava com ajuda de aparelhos na noite de ontem. Os médicos que assistem a mãe de Collor disseram, em boletim, que a ela sofreu um "mal súbito" motivado por hipotensão arterial (queda de pressão) e bradicardia (redução acentuada dos batimentos cardíacos). Este quadro clínico causou as paradas cardíacas. Os cinco filhos de dona Leda a visitaram ontem no hospital, em horários diferentes: Ana Luíza, Leopoldo Collor, Leda Coimbra e Pedro Collor, foram os primeiros. O presidente Fernando Collor foi o último a chegar, às 20h50, e entrou pelos fundos do hospital. Um forte esquema de segurança organizado pela Polícia Federal cercou o hospital. Populares e estudantes protestavam contra o presidente Collor, gritando palavras de ordem e pedindo seu Impeachment" O motorista da mão do presidente, José Barreto, 46 anos, disse que ela passou mal após ler os jornais que traziam a entrevista de Pedro Collor atacando o presidente. "Ela acordou, leu os jornais e acabou passando mal depois do café. Pra mim, foi por causa de tudo que estava escrito", afirmou Barreto (FSP) (O Globo) (JB).