O empresário Pedro Collor de Mello afirmou ontem, em Miami (EUA), que não está arrependido de ter desencadeado o processo capaz de levar ao impeachment de seu irmão, o presidente Fernando Collor. "Fiz, faria e faço tudo de novo, ainda com mais competência", afirmou. Para o irmão, pediu "todo o rigor da lei". Para Paulo César Farias, anunciou uma campanha sem tréguas. "Vou me virar em mil para que fique preso, custe o que custar", prometeu. O irmão do presidente diz possuir informações de que PC Farias já admite que poderá sofrer prisão preventiva a qualquer momento e, por isso, evita deixar Alagoas, para não ser preso fora do estado. Segundo Pedro, PC teria feito um acordo com o governador de Alagoas, Geraldo Bulhões, para ser colocado numa cela especial. Pedro Collor se queixou de parentes e amigos que o teriam incentivado e depois abandonado, e acusou o irmão de ter traído a própria mãe, dona Leda Collor, no episódio de sua demissão do comando das empresas da família em Maceió (AL). Pedro Collor defendeu a ação da Justiça para tentar repatriar a fortuna que o presidente teria acumulado no exterior, produto das comissões ilegais obtidas na parceria com PC. "Se a lei for cumprida, esse é o caminho a percorrer", afirmou (O ESP) (JB).