O presidente do Banco do Brasil, Lafaiete Coutinho, recebeu 821 reivindicações de parlamentares favoráveis ao Impeachment" do presidente Collor, entre 16 de maio e 30 de agosto de 1991. O campeão é o PMDB, com 564 pedidos, muitos dos quais para liberação de verba, perdão de dívida, concessão de crédito e nomeação de funcionários. Entre outros, aparecem na relação líderes da oposição, como os deputados Ulysses Guimarães (PMDB-SP) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), presidente da Câmara. O governo pretende usar a lista na guerra dos dossiês contra a oposição. Ibsen solicitou ontem ao TCU (Tribunal de Contas da União) inspeção no Ministério da Ação Social, na CEF (Caixa Econômica Federal) e no BB, instituições que estão sob suspeita de prestar favores em troca de votos contra o Impeachment". O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, por sua vez, pediu ao TCU que examine a possibilidade de afastar Lafaiete por indício de prática de irregularidade. O ministro da Ação Social e coordenador político do governo, Ricardo Fiúza, enviou ao Tesouro Nacional, nos últimos dois meses, convênios no valor de Cr$424 bilhões, para liberação de verbas para prefeituras, governos estaduais e entidades beneficentes indicadas por parlamentares. Apenas nos primeiros 16 dias de setembro, Fiúza assinou convênios no valor de Cr$51 bilhões. Segundo as informações, o Ministério da Economia liberou Cr$400 bilhões para o Ministério da Ação Social, metade para gastar ainda este ano. O dinheiro virá do orçamento da Previdência, apesar das anunciadas dificuldades do governo para pagar os 147% aos aposentados (O ESP) (FSP) (O Globo).