TRANSFERÊNCIA DE MENORES NO RIO DE JANEIRO

Por falta de vagas no Grande Rio, a maioria dos adolescentes encaminhados à Fundação Estadual de Educação do Menor (FEEM) está alojada em unidades do interior do estado, longe de sua área de origem, o que contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo a Diretoria de Promoção Social, há apenas duas unidades próprias funcionando como casa de permanência para adolescentes: os educandários Protógenes Guimarães, em Araruama (de seis a 12 anos), e Rego Barros, em Conceição de Macabu (de 14 a 18 anos). Embora o Rego Barros seja uma escola rural, somente três dos 174 internos são da região. Os demais, transferidos do Rio de Janeiro, Niterói e Baixada Fluminense, acabam tendo dificuldades de adaptação. O problema se repete em Araruama, onde pelo menos 90% dos 125 menores são do Grande Rio. A Diretoria alega que a distorção é antiga-- consequência da idéia de que internar era a solução para o problema dos menores abandonados-- mas vem sendo combatida. Segundo a FEEM, a atual política é de descentralizar o atendimento, reduzir ao mínimo os casos de internação e criar centros de convivência, com no máximo 20 menores (O Globo).