Apesar do quadro recessivo da economia, o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) registrou, de janeiro a agosto deste ano, um aumento de 8% da demanda de contratos de transferência de tecnologia do exterior, em relação ao mesmo período do ano passado. Até agosto, foram encaminhados 1.300 projetos de importação de tecnologia para homologação no instituto, número que aponta para a superação, neste ano, da média anual registrada desde 1980, que é de dois mil contratos. O setor mecânico é o que gerou de janeiro a agosto o maior número de contratos de transferência de tecnologia, representando 26% do total, com 307 projetos. As indústrias químicas e petroquímicas encaminharam ao INPI 123 contratos, enquanto o setor da eletrônica ficou em terceiro lugar, com 77 pedidos de homologação nesse período. "Essa tendência de alta se deve à política de abertura comercial do governo, que resultou na desburocratização do processo de análise dos contratos pelo INPI", explica Benedito de Souza Adeodato, diretor de transferência de tecnologia do instituto (GM).