VENDA DE ELETRODOMÉSTICOS CAI 36,1%

Nos oito primeiros meses deste ano, as vendas de eletrodomésticos caíram 36,1%; a de eletrônicos domésticos caíram 20,5%. Desde 1990, o setor-- que hoje emprega 185 mil trabalhadores-- cortou 100 mil postos e a ociosidade média é de 35%. Com esses números, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Eletro-Eletrônica (ABINEE), Nelson Freire, justificou ontem o silêncio que adotou como norma desde que assumiu a associação, há cinco meses. É que o setor que representa passa pela pior crise de sua história. Um único resultado favorável foi em relação às exportações, que cresceram 14% reais. O bom desempenho das exportações, contudo, é privilégio de cerca de 100 empresas, entre as três mil da ABINEE. Para este ano, as previsões da indústria são de faturamento 25% inferior aos US$20 bilhões do ano passado, o que elevará a participação das exportações a 10% do total. "Mesmo assim deve-se considerar que as vendas externas também cairão, dos US$1,640 bilhão em 1991 para US$1,5 bilhão", disse Freire (JB).