A Procuradoria Geral da República entrou com ação judicial pedindo a suspensão dos repasses de verbas da Fundação Banco do Brasil até a votação do Impeachment" do presidente Fernando Collor na Câmara dos Deputados. As verbas da Fundação estão sendo usadas pelo presidente do BB, Lafaiete Coutinho, para atender pedidos de parlamentares que defendem o presidente Collor na votação do impedimento. A ação pede uma liminar para a suspensão imediata dos repasses. Na parte principal, solicita o cancelamento dos repasses já efetuados. Pede ainda que o responsável pelas liberações-- o próprio Coutinho-- seja condenado a devolver todo o dinheiro eventualmente usado para finalidades irregulares. O fundamento do pedido da Procuradoria para barrar o fisiologismo via BB é o "desvio de finalidade". O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, também é citado na ação como "omisso". A Procuradoria afirma que Marcílio é responsável pela supervisão administrativa do BB e por isso deveria tomar alguma medida para evitar o uso irregular das verbas. Ontem, o ministro Marcílio recebeu por 10 minutos o presidente do BB. Coutinho apresentou ao ministro uma carta da Fundação Banco do Brasil, garantindo que cerca de 190 empréstimos concedidos pela Fundação não contêm irregularidades (FSP) (JB).