O desemprego em São Paulo, que vem aumentando desde o final do ano passado, não diminuiu no início do segundo semestre. O agravamento da situação foi detectado por duas pesquisas divulgadas ontem: a da FIESP e a da Fundação SEADE/DIEESE. Segundo a FIESP, em agosto as indústrias demitiram mais 11.916 trabalhadores, o que representou recuo de 0,75% no nível de emprego. Na primeira semana deste mês a situação continuou deteriorando: outros 2.383 foram dispensados, o que provocou queda de 0,16% no nível de emprego. Desde o começo do ano, as indústrias paulistas fecharam 127.885 postos de trabalho. O nível de emprego diminuiu, respectivamente, 7,45% e 10,55%. Segundo a pesquisa da Fundação SEADE/DIEESE, a taxa de desemprego passou de 16,2% (julho) para 16,1% (agosto) da população economicamente ativa, embora o número de desempregados tenha aumentado ligeiramente para 1,239 milhão. Esse movimento desencontrado se explica pelo aumento da população economicamente ativa. A pesquisa identificou forte contratação na indústria, que criou 53 mil postos de trabalho na Grande São Paulo. A pesquisa revelou ainda que o rendimento médio real dos assalariados do setor privado na Região Metropolitana da Grande São Paulo apresentou, em julho, crescimento de 1,6% em relação a junho. Os dados acumulados no ano, porém, mostram uma defasagem de 2,9% em relação a dezembro de 91. De janeiro a julho deste ano, os salários médios da indústria foram reduzidos 3,3%, no comércio 4,1% e serviços 2,2% (FSP) (GM).