PROCURADOR PEDE VOTO ABERTO

O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, defendeu ontem o voto aberto para a autorização do Impeachment" do presidente Fernando Collor, no parecer que enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal). No documento, Junqueira considera válida a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), de aceitar o processo por crime de responsabilidade contra o presidente. Ao opinar sobre o mandado de segurança impetrado pelo presidente Collor, o procurador entendeu que o presidente só tem razão quando reclama do prazo de cinco sessões da Câmara que havia sido concedido originalmente para sua defesa. Este prazo já foi ampliado pelo STF, de cinco para 10 sessões, em liminar concedida na semana passada. O procurador encaminhou também ontem ao STF um questionário com 15 perguntas destinadas ao presidente Collor sobre seu envolvimento com o esquema PC. A partir das respostas, Aristides Junqueira irá decidir se denuncia ou não Collor pela prática de crimes comuns no exercício das funções presidenciais. Junqueira revelou apenas que perguntou quem pagou o Fiat Elba do presidente. Mas parlamentares informaram que ele faz indagações sobre os jardins da Casa da Dinda, o triplex de Maceió (AL), os depósitos nas contas da secretária Ana Acioli e as explicações do ex- secretário Cláudio Vieira para justificar o montante das despesas pessoais de Collor ("Operação Uruguai") (O ESP) (FSP) (JB) (O Globo).