O Brasil está entre os países que poderão se beneficiar com a estratégia de diversificação de investimentos recentemente anunciada por Taiwan, um dos chamados "tigres asiáticos". Em um cenário que prevê a expansão das indústrias taiwanesas, uma das hipóteses formuladas é que alguns países da América Latina, entre os quais o Brasil, sirvam de plataforma de produção para atingir o mercado norte-americano, tal como ocorre com o México. Embora com previsão para decolar somente em 1995, o MERCOSUL já começou a receber sinais de interesse de parte do governo desta ilha do Sudeste Asiático, mais conhecida dos consumidores nacionais pelas marcas de bicicletas e brinquedos. O interesse em ampliar o diálogo com a América Latina foi manifestado durante um seminário econômico que analisou as potencialidades do MERCOSUL. "O seminário foi o ponto de partida que antecede outras iniciativas de aproximação junto ao Pacto Andino e ao mercado comum centro-americano", afirma Wu Chieh-Ming, diretor do departamento de comércio exterior de Taiwan. "Estamos cientes da tendência de formação de blocos econômicos de integração regional que marca a década de 90", disse. As exportações taiwanesas para o Brasil cresceram 23% no ano passado, um pouco abaixo da média ascendente de vendas de produtos taiwaneses para a América Latina (30%). A maior empresa de computadores do país, a Acer, que fatura US$1 bilhão anualmente, está representada por um escritório em São Paulo. A informática é apontada como um dos setores que poderão dinamizar o fluxo de negócios entre a América Latina e Taiwan (FSP).