A PETROBRÁS vai investir US$56 milhões em quatro anos para desenvolver 11 projetos de capacitação tecnológica que habilitam a empresa a produzir petróleo no mar sob lâmina dágua (distância entre a superfície e o fundo do mar) de até dois mil metros. O programa acaba de ser aprovado pela direção da empresa. De acordo com a avaliação técnica da estatal, no final desta década 61% do petróleo produzido pelo Brasil virão de águas profundas (até mil metros de lâmina dágua) e ultraprofundas (de 1000 a 2000 metros). Hoje apenas 8% dos 650 mil barris/dia que o Brasil produz em média vêm de águas profundas. Os técnicos da PETROBRÁS trabalham com a hipótese de uma produção diária de 1,6 milhão de barris no ano 2000, mais isso depende da disponibilidade de recursos para investir nas tecnologias em desenvolvimento. Este ano a empresa cortou pela metade seu programa inicial de investimentos, que era de US$2,9 bilhões. Atualmente a PETROBRÁS dispõe de tecnologia para produzir óleo a profundidades máximas de mil metros, embora disponha de reservas conhecidas sob águas de até dois mil metros (FSP).