O Brasil registrou um decréscimo de 30% nos índices de mortalidade infantil entre 1979 e 1989, constatou o segundo informe do Centro Nacional de Epidemiologia do Ministério da Saúde. O boletim informa que o processo foi instável: ocorreram algumas flutuações dos índices relacionados à situação sócio-econômica do país. As desigualdades também permaneceram. Enquanto o centro-sul do país se esforçava para alcançar a mesma qualidade de vida dos países mais avançados, o Nordeste revelou índices elevados de mortalidade infantil, embora a partir de 1989 tenha apresentado coeficiente inferior a 100 mortes por mil nascidos vivos. A maior redução aconteceu entre as mortes por diarréias, que decresceram à razão de 8% ao ano no período. As ações de saneamento, unidas aos programas de reidratação oral e a retomada do aleitamento materno, foram apontadas como as causas principais. Também os programas de vacinação em massa auxiliaram na redução dos índices de mortalidade (O ESP).