Os bancários de todo o país marcaram greve por melhores salários a partir do dia 30, data em que a Câmara dos Deputados deve votar o impeachment do presidente Fernando Collor e que foi escolhida pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) para uma paralisação nacional de todos os trabalhadores. A decisão foi tomada ontem por cerca de dois mil bancários em encontro nacional, em São Paulo. Se o Congresso Nacional ousar manter Collor na Presidência vamos ter de
50390 tirar esse cara, nem que seja na porrada, disse Gilmar Carneiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e secretário-geral da CUT. Segundo ele, os trabalhadores precisam parar no dia da votação do impeachment para pressionar. A permanência de Collor levaria a CUT a prolongar a paralisação nacional por tempo indeterminado. A data-base dos bancários é em setembro e as negociações com a FEBRABAN estão interrompidas há uma semana e meia. As reivindicações dos bancários são reposição das perdas salariais do ano (cerca de 1.100%, sem o desconto das antecipações), reposição dos 84,32% ainda referentes ao Plano Collor, reajuste mensal dos salários, aumento real e produtividade (26%), reforço no auxílio alimentação, auxílio educação e creche (FSP) (JB).