O presidente da Federasul (Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul), Anton Karl Biedermann, considerou uma "discriminação intolerável" o estado ter sido contemplado com apenas 0,81% dos Cr$26,67 trilhões previstos no orçamento de investimentos da União para 1993. Na região Sul, o Rio Grande do Sul ficou com o menor percentual, abaixo de Santa Catarina (2,45%) e do Paraná (1,48%). Bidermann, que representa 155 entidades do comércio, considerou indigno que a sociedade gaúcha, que contribui com cerca de 9% do PIB nacional, receba uma parcela que não chega nem a 10% desse valor. Contrário à desigualdade do tratamento dos estados sulinos em relação ao resto do país, o dirigente defendeu "uma profunda transformação que permita a independência econômica total das unidades ante a União". O presidente da Federasul sustentou que os estados do Sul "podem e devem assumir a liderança para promover as reformas modernizantes necessárias" (GM).