CRISE POLÍTICA AFETA ECONOMIA

O Brasil perdeu potencial de ingresso de recursos externos da ordem de US$6 bilhões com a crise política. Além disso, a inflação, que fecharia 1992 num patamar inferior a 1.000%, deverá esticar para 1.200%. A taxa de juros pulou para 30% ao mês e a atividade econômica deverá fechar com crescimento bem mais modesto que a estimativa de 2,7%. Essa é a contabilidade da crise política brasileira, segundo estudo preparado pelo economista Carlos Geraldo Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da FGV. "Nada disso aconteceria sem a crise política", diz. "Por essa razão, o desfecho do problema deve ocorrer o mais rápido possível. Os dados confirmam os custos sociais e econômicos ao longo do tempo". O Ministério da Economia trabalha com a estimativa de um déficit público neste ano de 2,5% em relação ao PIB, de cerca de US$9 bilhões. A informação é do secretário de Política Econômica, Roberto Macedo. Ele lembra que em 1989 esse percentual chegou a 7,5% e que em 1993 as planilhas apontam para um pequeno superávit, em torno de 0,5% (JB) (GM).