O delegado Magnaldo Nicolau, da Polícia Federal, enviou ontem ao STF (Supremo Tribunal Federal) o relatório final do inquérito que apurou o envolvimento do ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, em caso de suborno. O ex-ministro foi indiciado nos crimes de corrupção passiva (artigo 317 do Código Penal) e advocacia administrativa (artigo 321). Se o Ministério Público considerar suficiente o relatório, oferecerá denúncia contra Magri ao Supremo. Magri poderá ser condenado a até oito anos de reclusão. A principal prova que garantiu o indiciamento foi a fita gravada pelo ex- diretor do INSS, Volnei Ávila, em que Magri afirma ter recebido US$30 mil para liberar antecipadamente recursos do FGTS destinados à construção de um esgoto lá no Acre. O esgoto em questão é o Canal da Maternindade, que estava sendo executado em Rio Branco pela construtora Noberto Odebrecht. A construtora seria a responsável pelo pagamento do suborno a Magri, segundo a investigação policial (O Globo).