MICROEMPRESA FECHA NEGÓCIO

O MERCOSUL já não se restringe apenas a contratos entre grandes grupos brasileiros e argentinos. O II Encontro de Empresários dos dois países, promovido ontem em São Paulo pelo Banco Bamerindus, comprovou o interesse de pequenos e médios empresários na ampliação de negócios binacionais. Uma tendência que pôde ser medida no escritório do Bamerindus em Buenos Aires depois do primeiro encontro congênere, realizado em maio: as transações binacionais que intermediou saltaram de US$30 milhões por mês para US$60 milhões em agosto, informou Belmiro Castor, diretor da área internacional do banco. Segundo ele, os setores que apresentam maiores possibilidades comerciais são o de alimentos e o automobilístico. "A idéia é abrir uma frente de geração de negócios", disse. Boa parte dos argentinos presentes ao encontro estava atrás de oportunidades cambiais. Devido à valorização do austral, o produto brasileiro sai mais barato. Um exemplo é a rede argentina de supermercados Disco. A empresa está disposta a dobrar suas importações de alimentos e utensílios domésticos do Brasil ainda este ano para o equivalente a 20% do seu faturamento, calculado em US$600 milhões anuais, informa Eduardo Orteu, diretor executivo. Participaram do encontro 300 empresários brasileiros e 50 argentinos dos setores de alimentos, lã e couro, metalúrgico e de química fina (O Globo) (JB) (GM).