O governo espera aumentar a arrecadação de impostos entre 7% e 10% este ano em relação ao que foi arrecadado em 91. Isso só será possível porque os tributos esta ano estão indexados, enquanto no ano passado, sem indexador entre agosto e dezembro, o valor dos impostos foi corroído pela inflação, baixando a arrecadação. A Receita Federal arrecadou em agosto 16,26% a mais do que em agosto do ano passado, em grande parte devido ao fato de os impostos estarem indexados à Ufir. Apesar da tendência de recuperação da arrecadação, a Receita perdeu nos oito primeiros meses deste ano 5,56% de recursos. Entraram nos cofres públicos Cr$16,1 trilhões em agosto-- um aumento real de 2,41% com relação a julho. Mesmo assim, o desempenho está abaixo dos Cr$19,8 trilhões previstos no Orçamento Geral da União para agosto. As contribuições sociais foram as que mais cresceram em agosto. Foram arrecadados Cr$1,717 trilhão com o Finsocial, dando um ganho real de 8,8% em relação a julho. Mesmo assim, o Finsocial rendeu aos cofres públicos Cr$6,6 trilhões entre janeiro e agosto, o que significa uma queda real de 40% em relação ao mesmo período de 91. As instituições financeiras continuam sendo beneficiadas pela reforma fiscal feita em 91. Os bancos recolheram neste ano 22% menos Imposto de Renda. As demais empresas e pessoas físicas também pagaram menos IR. A queda do IR é de 6,3% neste ano e representa uma perda de Cr$2 trilhões de recursos. A arrecadação de IR em agosto ficou em Cr$4,6 trilhões, cerca de Cr$800 bilhões inferior ao que foi arrecadado em agosto de 91. A redução do nível de atividade das indústrias reflete na arrecadação. O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) registrou uma queda de 3,01% neste ano em comparação com 91. A arrecadação de IPI ficou em Cr$14,2 trilhões nos primeiros oito meses do ano e Cr$3,4 trilhões em agosto. Apenas o setor automobilístico pagou, este ano, mais 12% de IPI do que no ano passado e a indústria de bebidas, 50% a mais (FSP).