A ABRINQ (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos) elaborou uma série de normas técnicas para regulamentar a qualidade dos brinquedos produzidos no Brasil, especialmente em relação à segurança desses produtos. Já no próximo Dia da Criança (12 de outubro), alguns poderão apresentar um selo do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade), assegurando que foram produzidos segundo rígidos padrões técnicos, informou Emerson Kapaz, presidente da ABRINQ. A entidade investiu US$40 mil nos últimos três anos para a implantação das normas. Ele garantiu que a iniciativa é pioneira no país, já que pela primeira vez um setor produtivo encaminha sugestões de normas à ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), e inédita também na América Latina. "Estamos pensando em adotar a norma brasileira como padrão para o MERCOSUL e para a Federação Latino-Americana de Fabricantes de Brinquedos, que, além do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, reúne México, Chile, Bolívia, Equador e Venezuela. Kapaz disse que nenhum desses países possui normas destinadas à segurança: "Na reunião programada para o início da próxima semana no Rio com representantes do setor que operam no MERCOSUL, temos grandes chances de aprovação das normas brasileiras como padrão único nesse mercado". As normas fixam os tipos de insumos e matérias-primas que devem ser utilizados, para evitar riscos de intoxicação ou prejuízos à saúde das crianças; bem como estabelecem regras de embalagem dos produtos, de encaixe das peças e de faixa etária, entre outros itens. Para assessorar as empresas do setor na implantação das normas, a ABRINQ criou em julho o Instituto da Qualidade do Brinquedo (IQB) (GM).