Com o objetivo de tentar negociar uma saída para a crise entre industriais argentinos e brasileiros parte hoje para Buenos Aires o presidente da FIESP, Mário Amato. "A situação é grave", definiu o empresário, referindo-se às insistentes queixas argentinas sobre as exportações brasileiras, que vêm tomando mercado dos produtos nacionais graças, principalmente, aos preços competitivos, ajudados pela valorização artificial do peso. A viagem foi anunciada ontem durante a primeira reunião do subgrupo 7 do MERCOSUL, que cuida da política industrial e tecnológica, ocorrida na sede da FIESP. Participaram do encontro cerca de 50 representantes de vários setores produtivos e membros do Departamento de Indústria e Comércio de três dos quatro países do MERCOSUL. O Uruguai não mandou representantes. Os governos se dispuseram ontem, mais uma vez, a ouvir os pleitos dos setores. As maiores diferenças vêm sendo encontradas quanto à emissão de certificados de origem, mas cada um dos 39 subsetores representados tem pedidos diferentes (GM).