EMPRESAS INTERESSADAS EM CONSTRUIR PONTE SOBRE O RIO DA PRATA

Cento e vinte e nove empresas de 18 países apresentaram-se ontem no Palacio San Martin, sede da chancelaria argentina, para manifestar seu potencial interesse em participar da construção da ponte sobre o rio da Prata, ligando Buenos Aires à cidade uruguaia de Colonia. Uma vez construída, a ponte será de transcedental importância para o MERCOSUL, encurtando em 345 km a distância rodoviária entre Buenos Aires e Montevidéu e em 203 km entre Buenos Aires e Porto Alegre (RS). Camargo Correa, Queiroz Galvão, Convap, Estacon, Montreal e Promon foram as empresas brasileiras de engenharia que enviaram representantes à Argentina. Também o Banco Crédit Commercial de France, por sua representação no Rio de Janeiro, manifestou interesse em informa-se sobre os aspectos financeiros da obra. Além do Brasil, apresentaram-se empresas da Argentina, da Itália, da Holanda, da França, dos EUA, da Grã-Bretanha, da Alemanha, da Bélgica, da Espanha, do Canadá, do Uruguai, do Japão, da Austrália, da Rússia, do Chile e do México. Com uma extensão entre 40 e 45 km e custo estimado entre US$700 milhões e US$1 bilhão, a obra será coordenada por uma comissão binacional argentino-uruguaia, mas terá de ser realizada inteiramente por capitais privados, em regime de concessão. Os governos não concederão verbas, nem avais e também não oferecerão garantias de trânsito. Os construtores da ponte recuperarão seus investimentos com a cobrança de pedágio. O Banco Mundial (BIRD) já assegurou um crédito para financiar os estudos básicos do empreendimento, considerando sua viabilidade econômica, análise do potencial futuro e urbanização, impacto ambiental e alternativa de transporte e engenharia (GM).