O "chairman" do Banco de Tokyo, Takanori Suzuki, afirmou ontem, em São Paulo, que se o projeto de reforma fiscal não for aprovado até o fim do ano, o fechamento do acordo da dívida externa brasileira com os bancos privados poderá atrasar. O ajuste fiscal, explicou, é fundamental para que o FMI e o BIRD assegurem o aporte de recursos necessários ao lançamento de bônus da dívida externa, previsto no acordo com as instituições privadas. Para Suzuki, o prolongamento da crise política e uma eventual mudança na equipe econômica poderiam também comprometer o fechamento do acordo e retardar os planos de investimentos estrangeiros no Brasil. Segundo ele, a crise já causou estragos no processo de renegociação da dívida, já que será necessário discutir a revisão das metas acertadas com o FMI. No comitê de bancos credores, o Banco de Tokyo representa as instituições asiáticas. Este bloco é credor de 10% do total da dívida brasileira-- US$52 bilhões. Suzuki disse que, devido à crise política, os bancos mantêm o Brasil em observação (O Globo).