A Polícia Federal tem desde ontem mais um nome a ser ouvido no inquérito que apura a morte de Rubens Paiva: o coronel da Aeronáutica Nereu de Matos Peixoto, chefe de gabinete do brigadeiro João Paulo Penido Burnier-- que comandava a 3a. Zona Aérea na época da prisão do deputado cassado--, foi apontado pela professora Cecília Viveiros de Castro como um dos oficiais que entravam e saíam de uma sala do QG da 3a. Zona, no Rio de Janeiro, na qual um "preso torturado dava gritos sem parar". No mesmo dia 20 de janeiro de 1971 Cecília foi conduzida ao DOI-CODI junto com Rubens Paiva, que estava ensanguentado e tinha as mãos amarradas (O Globo).