O furto e o roubo (assalto com emprego de arma ou violência) encabeçam as estatísticas de casos registrados na 2a. Vara de Menores do Rio de Janeiro nos primeiros seis meses deste ano, embora também apareçam acusados de tráfico de drogas e homicídios. Dos 267 infratores que deram entrada em janeiro, 114 (42,69%) estavam envolvidos em furtos, 72 (26,96%) em assaltos com uso de violência, 23 (8,61%) em tráfico, dois (0,74%) em homicídios simples e um (0,37%) em homicídio e furto. No mesmo mês, em apenas 12 (5,21%) dos 230 casos examinados em audiência, a sentença foi de internação. As sentenças de liberdade assistida em Centros de Recursos Integrados e Assistência ao Menor (Criams) foram 37 (16,08%) e as de semiliberdade, 23 (10%). Em fevereiro, 235 menores deram entrada no Juizado de Menores: 104 (44,25%) por furto e 86 (36,59%) por roubo. Já em março foram encaminhados à 2a. Vara 295 menores, sendo 155 (52,54%) por furto e 73 (24,74%) por roubo. No mês de abril, 280 menores foram detidos: 139 (49,64%) por furto e 89 (31,78%) por roubo. Em maio, de 207 detenções, 80 (39,13%) foram por furto e 65 (31,08%) por roubo. Em junho, das 215 detenções, 80 (37,20%) ocorreram por furto, 74 (34,41%) por roubo, 17 (7,90%) por tráfico e três (1,39%) por homicídio. Nesse mês, o juiz Siro Darlan, em 484 audiências, determinou apenas 16 (3,3%) internações, estabelecendo ainda 49 (10,12%) penas de advertência, 18 (3,71%) de liberdade assistida em Criams e 16 (3,3%) de semiliberdade. A cidade do Rio de Janeiro tem quatro Criams, que são entidades que funcionam em regime aberto. Ali, os infratores que recebem penas de liberdade assistida ficam por não terem onde morar ou estarem sob ameaça de morte. Nos seis primeiros meses deste ano, o índice de evasão dos centros foi de cerca de 60% (O Globo).