Um disquete de computador acionado pela senha "Collor" pode conter explicações decisivas sobre a origem do dinheiro que Paulo César Farias depositava na conta da secretária particular do presidente, Ana Acioli. A última edição da revista Isto É conta na reportagem "O elo que faltava" que o programa de computador, confiscado da Empresa de Participações e Construções, a EPC, de PC Farias, revela uma planilha que se divide em colunas verticais e destaca obras e percentuais suspeitos. Por exemplo: Maternidade (referência ao Canal da Maternidade, em Rio Branco, no Acre); percentual, 25%; acerto, já conversado; código, IRGAM; data, 30/10/91; valor, US$700 mil; estrela, Ursa Maior. Os auditores da Receita Federal que tentam decifrar o programa suspeitam que o item "percentual" refere-se a comissões cobradas por determinadas obras. Cópia impressa do programa teria sido encaminhada ao ministro Célio Borja pelo delegado Paulo Lacerda, responsável pelo caso PC Farias na Polícia Federal (JB).