EX-GOVERNADOR ACUSA TRÊS MINISTROS DE MÉDICI

Quinze anos depois de renunciar ao governo do Paraná sem explicação oficial, mas sob acusação de corrupção apurada numa fita que o SNI (Serviço Nacional de Informações) gravou, Haroldo Leon Peres disputará um mandato de deputado constituinte pelo PFL. Hoje, ele acusa os ex-ministros Delfin Neto, Mário Andreazza e Alfredo Buzaid de serem os verdadeiros interessados no pagamento de US$180 milhões à empreiteira C.R. Almeida, que, segundo auditoria realizada na época, era credora de US$60 milhões. Quando foi indicado pelo general Médici para governar o Paraná, Haroldo Leon Peres era líder do governo na Câmara dos Deputados. O ex-governador lembra o episódio e conta: "quando assumi, a empreiteira C.R. Almeida apresentou ao governo um débito de US$180 milhões. Pedi à Secretaria de Transportes, órgão fiscalizador do Estado, e à comissão central da ferrovia, composta por três oficiais-engenheiros, órgão fiscalizador do governo federal, para avaliarem a dívida do Estado com a C.R. Almeida. As duas comissões chegaram à conclusão de que o Estado devia apenas US$60 milhões à empreiteira. E então me recusei a pagar três vezes mais" (JB).