BLOCOS ECONÔMICOS PREJUDICAM O BRASIL

As exportações brasileiras, que têm funcionado como âncora da economia este ano, evitando que o país afunde em uma recessão mais profunda, estão ameaçadas de perder espaço no mercado internacional. A criação do bloco norte-americano, o NAFTA, e a recessão internacional exigem uam reação imediata do mercado brasileiro para assegurar ao menos a manutenção das vendas externas nos níveis atuais nos próximos anos. O diretor do Centro de Economia Internacional da FGV, Carlos Geraldo Langoni, acha que o Brasil precisa assumir uma postura mais agressiva no comércio exterior para se defender do fortalecimento dos blocos econômicos. Por essa razão, aumenta a importância estratégica do MERCOSUL. O ideal porém, na opinião de Langoni, é que mais países com fronteiras com o Brasil sejam chamados a participar deste bloco, que hoje aglutina um PIB de US$500 bilhões, contra um PIB do NAFTA de US$6 trilhões. Outra saída é o Brasil e a Argentina tentarem atrair capital japonês, que terá que procurar outros mercados para se defender do NAFTA, que tem regras muito rígidas sobre a origem do produto produzido pelos países do bloco. Também surge como desafio ao Brasil conseguir maior intercâmbio com a Europa, principalmente Espanha e Portugal (JB).