O Brasil poderia acelerar o rebaixamento de suas tarifas de importação, adiantando-se unilateralmente à "tablita" estabelecida em 1991 pelos sócios do MERCOSUL, que prevê a redução desses impostos em sete pontos percentuais a cada seis meses. O governo brasileiro também poderia ampliar a cota de importação de farinha de trigo argentina (atualmente em 200 mil toneladas), reduzir o imposto interno de 19% sobre importação de petróleo argentino e eliminar as cotas para outros produtos de menor expressão no comércio bilateral. Estas seriam, na opinião de Alieto Guadagni, secretário de Relações Internacionais da chancelaria argentina, "gestos políticos de fortalecimento da integração" e uma forma de atenuar o desequilíbrio comercial entre o Brasil e a Argentina. "Propomos medidas corretivas que contribuam para aumentar o comércio entre os dois países, e não restringi-lo", afirmou o diplomata. Guadagni não vê problemas na defasagem entre a taxa de câmbio do Brasil (dólar alto) e a da Argentina (dólar baixo). "Em termos históricos, a taxa de câmbio brasileira não apresenta nenhuma particularidade exorbitante, é uma taxa normal", afirmou, destacando que o MERCOSUL "não é um projeto comercialista, cujo sucesso possa ser medido exclusivamente em termos de saldo líquido da balança comercial". "Nosso objetivo é a integração econômica, o aumento da produtividade e a transformação dessa região num pólo de atração de investimentos", disse. Aspiramos que o Brasil recupere seu equilíbrio econômico e
50180 compartilhamos a idéia do chanceler Celso Lafer de acelerar os estudos
50180 para a criação de mecanismos supranacionais do MERCOSUL, disse (JB).