BNDES ANUNCIA VENDA DAS ÚLTIMAS SIDERÚRGICAS ESTATAIS

O BNDES divulgou ontem o cronograma de privatização das quatro últimas siderúrgicas nacionais ainda sob o controle do governo. Com a venda dessas empresas, todo o parque siderúrgico do país estará desestatizado. A primeira da lista é a ACESITA, cujo leilão já estava previsto para 22 de outubro. A venda da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) vem em segundo lugar, em 22 de dezembro, seguida pela COSIPA, em 17 de fevereiro de 93, e da A>OMINAS, em 17 de março do próximo ano. As datas dos três últimos leilões só puderam ser marcadas porque a Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização aprovou, na última reunião, a proposta de reestruturação da CSN e da COSIPA através da SIDERBRÁS, que assumirá parte das dívidas dessas duas siderúrgicas. O endividamento da CSN, de US$1,55 bilhão, cairá para US$700 milhões, e o da COSIPA, de US$1,8 bilhão, para US$300 milhões. Por terem endividamento incompatível com o volume de produção e de vendas, as duas não sobreviveriam à concorrência com a USIMINAS e a CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão). A situação da CSN é difícil, já que a empresa tem um passivo de US$1,55 bilhão-- dois terços já vendidos-- para um total de vendas de US$1,5 bilhão por ano. Mas a da COSIPA é pior: o endividamento chega a US$1,8 bilhão, para um faturamento de US$900 milhões (O Globo) (GM).