O Tesouro Nacional registrou em agosto um superávit de caixa de Cr$1,088 trilhão, confirmando a disposição do Ministério da Economia de manter a política de arrocho fiscal e monetário ditada pelo FMI. O superávit foi obtido graças ao aumento da arrecadação, de 2,6% reais, à queda nos gastos com pessoal de 14% e aos cortes efetuados em despesas de custeio e investimento. O superávit acumulado do ano chega a Cr$2,84 trilhões (Cr$3,922 trilhões em valores corrigidos), o dobro do que foi obtido no mesmo período do ano passado. A arrecadação total do Tesouro em agosto foi de Cr$15,9 trilhões e as despesas ficaram em Cr$14,9 trilhões. A receita de impostos ficou em Cr$15,1 trilhões, com um crescimento real de 0,63% em relação a agosto de 91. O recolhimento do Finsocial, que em julho ficara em Cr$700 bilhões, saltou para Cr$1,02 trilhão no mês passado. No resultado de agosto, não foi incluído o reajuste salarial dos servidores públicos civis, que será pago em setembro. O superávit de Cr$1,088 trilhão considerou apenas os 80% de reajuste concedidos aos servidores militares em agosto. Os gastos do Tesouro com a folha de pagamento do funcionalismo federal e encargos sociais atingira, no mês de agosto, Cr$4,52 trilhões (27,2% do total); as despesas com operações oficiais de crédito, Cr$781,1 bilhões (5,2% do total); e as despesas com custeio e investimentos, Cr$2,6 trilhões (17,5% do total) (FSP) (O Globo) (JB) (GM).