A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou ontem, por unanimidade, o projeto que facilita o transplante de órgãos no Brasil. De acordo com o projeto, a família não poderá mais impedir a retirada de órgãos de um doador morto que tiver feito a opção em vida. Outra novidade do projeto: a morte cerebral terá que ser atestada por dois médicos que não sejam membros das equipes de retirada e de transplante. Pela legislação em vigor, o mesmo médico que atesta a morte cerebral pode tirar o órgão e fazer o transplante. O Brasil tem hoje, por exemplo, perto de 100 mil cegos à espera de transplante de córnea. Para s transformar em lei, o projeto precisa passar ainda pelo plenário da Câmara e pela sanção presidencial (FSP).