MINISTRO DA JUSTIÇA DIZ QUE ATO DE RENÚNCIA MOSTRA RESPEITO

O ministro da Justiça, Célio Borja, disse ontem que "a renúncia não é um ato covarde e nem um ato menor". Afirmou que "o fato de renunciar às vezes demonstra respeito à opinião pública", mas que não pode ser imposto, por tratar-se de um ato de vontade unilateral. Disse que não se referia explicitamente à situação do presidente Fernando Collor, mas de primeiros-ministros de países como a Inglaterra e o Japão, que renunciaram aos cargos ao serem acusados de corrupção. O ministro garantiu que não fica no governo mesmo que o Impeachment" contra o presidente Collor seja derrubado no Congresso e que receba convite para permanecer no cargo. "Eu não fico em hipótese alguma, porque eu não quero. Esse é um argumento muito forte", disse. O ministro da Justiça disse também estar preocupado com a possibilidade de prescrição de crimes caso os inquéritos da Polícia Federal demorem a ser concluídos. Como a prescrição conta a partir da data em que se comete o delito, o ministro teme que culpados fiquem impunes (FSP) (O Globo).