A menos de 30 km de Buenos Aires (Argentina), na pequena cidade de Quilmes, descobriu-se um caso de trabalho semi-escravo envolvendo 40 operários brasileiros. Eles foram contratados pela empresa Conagro para trabalhar na construção de um hipermercado Carrefour e estavam vivendo amontoados em um frigorífico desativado, onde dormiam no chão e comiam em baldes. Além disso, o salário previsto é de menos de 200 pesos (cerca de Cr$1,1 milhão), quando um operário argentino recebe pelo menos 400 pesos por mês. A prefeitura de Quilmes fechou o galpão e alojou os brasileiros em um hotel. O cônsul do Brasil em Buenos Aires, Roberto de Oliveira, disse que hoje vai tomar providências para verificar em que condições os operários entraram no país e os termos do contrato com a Conagro (O Globo).