EXTINÇÃO DO IBC E IAA CUSTA CARO À UNIÃO

A extinção do IBC (Instituto Brasileiro do Café) e do IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool) não resolveu uma das principais causas do fechamento: as dívidas dois dois órgãos, que estão sendo cobradas judicialmente e chegam a quase US$1 bilhão. Esses recursos terão que sair dos cofres públicos. O IBC acabou, mas continua mantendo um funcionário em Londres (Inglaterra). Sob sua responsabilidade existem 17 milhões de sacas de café espalhadas pelo país, além de outras 400 mil sacas na Itália. O IAA acabou, mas a União deverá ter que pagar uma dívida de US$153 milhões a três empresas estrangeiras, por exportações de açúcar não realizadas. A liquidação da INTERBRÁS, por sua vez, está vagarosa, depois de inúmeras denúncias de irregularidades. O ex-liquidante Wilson José Perroni está sendo acionado na Justiça, pela própria INTERBRÁS, pelo pagamento indevido de US$3,2 milhões à firma colombiana Michel Warde. Hoje, a liquidação da INTERBRÁS está emperrada, entre outras coisas, porque a empresa não conseguiu cancelar o contrato de aluguel de um andar inteiro no luxuoso Rockefeller Center, no ponto mais nobre de Nova Iorque (EUA). A companhia paga por mês US$80 mil (cerca de Cr$406 milhões), e mantém lá apenas três funcionários (O Globo).