Brasileiros e uruguaios vão se reunir em Porto Alegre (RS), no próximo dia 18, para uma nova discussão sobre a ocorrência de chuva ácida na fronteira com o Uruguai, problema ecológico que tem arranhado as relações diplomáticas entre os dois países. O Uruguai identifica a Usina Termelétrica de Candiota, em Bagé, a cerca de 60 km da fronteira, como a fonte de poluição que atinge seu território. A reunião terá caráter técnico e foi convocada pela Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (FEPAM), organismo de defesa ambiental do governo gaúcho, e terá a participação de representantes dos governos dos dois países. Desde o início do ano, a FEPAM iniciou uma série de pesquisas próximo à usina, a fim de verificar se a chuva ácida que ocorre no Uruguai tem origem no Brasil. Os resultados ficarão prontos em dezembro. As chuvas ácidas são causadas pelo óxido de sulfúrico, nitrogênio e outros poluentes liberados na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis (óleo ou carvão) contendo enxofre. As chuvas não caem perto das fontes de poluição, porque as fumaças das chaminés são levadas pelos ventos a muitos quilômetros de distância, onde caem como chuva (JB).