INDÚSTRIA VAI AOS EUA VIA MÉXICO

Empresas brasileiras começam a montar fábricas no México de olho nos EUA. Não é prova de pujança. O Brasil quer abrir uma porta no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), que passará a vigorar em 1994. O México, nos últimos 12 meses, viu ingressar US$27 bilhões de várias partes do mundo-- principalmente em Monterrey, ponto estratégico rumo aos EUA. Uma parte é dinheiro brasileiro, que não tem alternativa. Em 1991, os EUA absorveram 24% das exportações brasileiras (US$7,5 bilhões). Esse número (ou a idéia de perdê-lo) fez o empresariado migrar para o México, para continuar competitivo. E montar missões de reconhecimento. A primeira embarca 25 de setembro; a segunda, 27 de novembro. Adolpho Guilherme Luce Neto, vice-presidente executivo da Câmara de Indústria e Comércio Brasil-México, diz que os empresários precisam correr para participar deste mercado. E eles estão tentando. A Continental 2001 com seu parceiro mexicano vai montar uma fábrica com a meta de produzir 70 mil fogões por ano. A Rockwell Fumagalli, fabricante de rodas, esá colhendo informações para investir US$60 milhões em uma instalação em Monterrey. O mesmo caminho está sendo trilhado por outras indústrias de autopeças, automobilística, têxteis, calçados, eletrodomésticos e alimentos. Outros, como os produtores de laranja, temem que a tarifa de importação diferenciada faça o suco mexicano derrotar o brasileiro (FSP).