O primeiro contrato de fornecimento e intercâmbio de energia entre o Brasil e a Argentina foi assinado ontem, em Eldorado do Sul (RS), pelo presidente da ELETROSUL, Amílcar Gazaniga, e pelos diretores da Aguas y Energia (AYE), Hector Dalla Salda e Haroldo Grisanti. O contrato foi viabilizado durante a visita do ministro das Minas e Energia, Pratini de Moraes, às obras de Jacuí I, quando autorizou a retomada da estação conversora de frequência de Uruguaiana, situada a 13 km da ponte internacional Brasil-Argentina, sobre o rio Uruguai. A implantação da conversora possibilitará o fornecimento de 50 megawatts
50031 do Brasil para a Argentina, constituindo-se em um marco histórico no
50031 âmbito do MERCOSUL, disse o ministro. A conversora será inaugurada em setembro de 1993, com o cronograma da ELETROSUL prevendo investimentos, em recursos próprios, de US$12 milhões, liberados em 12 parcelas mensais de US$1 milhão. As obras, há três anos paralisadas, serão retomadas imediatamente, informou Pratini de Moraes. A ELETROSUL venderá à AYE energia interruptiva, por US$19 o megawatts (MW). "O preço é vantajoso na Argentina, onde o MW é comercializado por US$40 em média", disse Dalla Salda. No Brasil, esse preço cai para US$4 por MW, segundo o presidente da ELETROSUL (GM).