O governo baiano vai executar um ambicioso programa florestal de US$229,3 milhões, metade financiada pelo BIRD (Banco Mundial), com plantio de 165,6 mil hectares de eucaliptos. Esse programa faz parte dos planos de levar a indústria de celulose a ocupar dentro de alguns anos o segundo posto em importância na economia baiana, superando cacau e turismo (e perdendo apenas para o segmento petroquímico). Os investimentos serão feitos no prazo de sete anos e serão assim distribuídos: US$170,4 milhões para reflorestamentos destinados à produção de celulose; US$44,7 milhões para reflorestamentos para produção de carvão vegetal para indústrias de aço e ferro-ligas; e Cr$14,2 milhões para a montagem de uma estrutura estadual de conservação florestal e pesquisa tecnológica. O secretário de Planejamento, Ciência e Tecnologia, Waldeck Ornelas, explicou que, com esses investimentos, será possível estancar os focos de desmatamento de florestas nativas que ainda persistem na Bahia (GM).