Representantes de oito conselhos regionais da área médica vão pedir a intervenção da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro no Centro Educacional Professor Deolindo Couto, na Usina, zona norte do Rio, onde estão internados cerca de 200 adolescentes e crianças excepcionais. Os conselheiros constataram que faltam profissionais especializados, gêneros alimentícios, medicamentos, colchões e roupa de cama. Foram constatados ainda maus-tratos: uma criança estava amarrada pelos punhos a uma cama. O Centro, que tem convênio com a LBA, com a FEEM e com o IASERJ, está sem pão há 15 dias. O presidente do CREMERJ, Laerte Vaz de Melo, disse que "as crianças estão abandonadas". Para ele, Isto é caso de polícia", pois Infringe todos os artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente". O administrador do Centro, Luiz Geraldo Braga, afirmou que a LBA envia Cr$400 mil mensais para cada uma das 168 crianças pelas quais se responsabiliza, mas o gasto mensal com cada uma delas é de Cr$1,2 milhão. O IASERJ e a FEEM dão algo em torno de Cr$980 mil. "Nos viramos com doações", disse. Além disso, a quantidade de alimentos enviada pela Merenda Escolar, do governo do estado, calculada para 45 dias, acaba em 15 (O Globo) (JB).