O investidor Najun Turner disse ontem à Polícia Federal, em São Paulo, que os "fantasmas" José Carlos Bonfim e Carlos Alberto Nóbrega depositaram dinheiro em sua conta. Ele afirmou ter feito diversos negócios com o empresário Paulo César Farias, inclusive lhe emprestado dinheiro. O PC me deve muito, disse. Turner foi convocado a depor no inquérito que apura crime de sonegação fiscal na compra de 112 quilos de ouro, realizada em 1988. Sobre a chamada "Operação Uruguai" o investidor falou muito pouco, mas o suficiente para reforçar a tese defendida pela CPI do caso PC, que a desconsiderou. "A Operação Uruguai não foi feita por mim. Fiz operações apenas aqui, em São Paulo, onde tenho escritório há muito tempo. Já operei com dinheiro de Cláudio Vieira (ex-secretário de Collor) e de PC. E fiz depósitos na conta de Ana Acioli (secretária de Collor)", afirmou. Turner foi indiciado com base na lei que pune os chamados crimes do "colarinho branco" (pena de dois a cinco anos de reclusão) (FSP) (O Globo).