PARA MENEM E LACALLE CRISE NÃO AFETA MERCOSUL

Os presidentes da Argentina, Carlos Memen, e do Uruguai, Luiz Alberto Lacalle, expressaram ontem sua preocupação pela situação política no Brasil, mas descartaram que possa ser um obstáculo para a ativação do MERCOSUL. Menem defendeu sua orientação e minimizou as eventuais repercussões que pudesse ter a crise política brasileira no projeto do MERCOSUL. O presidente argentino disse que não haverá mudanças no cronograma previsto para instrumentar uma zona de livre comércio até fins de 1994. "Não existe hoje elementos de peso que nos obriguem a modificar os prazos que fixamos para iniciar esta experiência integradora", afirmou. Por seu lado, Lacalle disse que as denúncias de corrupção que pesam sobre o governo Collor não afetarão os planos de formação do MERCOSUL. "O processo de integração se realiza entre países, não entre regimes políticos nem administrações. Esse processo continuará se realizando quando eu não for mais presidente e prosseguirá quando os governos tiverem mudado", disse. Mas Lacalle assinalou: "De todas as maneiras, como sócios que somos do Brasil, toda essa situação não deixa de nos preocupar". E continuou: "Estamos seguros de que dentro do estrito cumprimento da Constituição do Brasil e devido a ação de brasileiros, única que deverá intervir no assunto, se poderá encontrar a continuidade constitucional que permita que se tenha, no Brasil, o sócio que todos querem ter no Brasil" (GM).