A UNIÃO DAS BOLSAS DE SUBCONTRATAÇÃO

A Argentina e o Uruguai deverão unificar as suas bolsas de subcontratação (de serviços e de material) com as duas existentes no Brasil, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, para que as pequenas e médias empresas desses três países possam participar de forma conjunta no processo produtivo em diversos setores. A unificação deverá acontecer até o final deste ano, segundo Roberto Domeq, chefe do departamento de Pequena Indústria da União Industrial Argentina (UIA) e representante do Sistema Interamericano de Negócios (SIN), que participou ontem, no Rio de Janeiro, do Encontro Cone Sul, que se realiza no Riocentro. Domeq disse que a unificação esbarra por enquanto num problema de "software" que deverá ser solucionado até o final deste ano. O SIN é o instrumento que deverá viabilizar, na prática, o entrosamento entre as pequenas e médias empresas dos países que integram o MERCOSUL. Enquanto os governos facilitam as regras para o intercâmbio entre os
49992 países, as empresas têm de criar uma forma de trabalharem em conjunto e
49992 para isso foi criado o SIN, explica o gerente da área de mercado do SEBRAE/SP, Roberto Mônaco. Mônaco, que em São Paulo coordena as atividades da bolsa de subcontratação, cujo cadastro alcança 1,6 mil empresas, não chega a ser otimista com as possibilidades de união entre os países. "Há uma tendência ao protecionismo no setor produtivo, quando a conjuntura é adversa", disse. Mas há possibilidade de formação de "joint-ventures" "e da participação conjunta na cadeia de produção, com cada empresa ou país, realizando uma etapa do processo", raciocina (GM).