ESCOLARIDADE NÃO EVITA TAXA ELEVADA DE ABORTO

Uma pesquisa por amostragem sobre aborto, envolvendo 200 alunas de graduação da USP, apurou que uma em cada 10 estudantes já havia interrompido uma gravidez indesejada, pelo menos uma vez. A maioria (60%) tomou a decisão de se submeter ao aborto entre 20 a 22 anos de idade. A pesquisa apurou que 27% tinham entre 15 e 18 anos à época do aborto. Combinados, esses resultados mostram que escolaridade e o acesso a meios anticoncepcionais não são suficientes para evitar a gravidez. A pesquisa foi conduzida por um grupo de estudantes de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da USP. "A gente queria mostrar que existe o aborto clandestino", explica a coordenadora da pesquisa, Cristina Alves. "Há um mau uso dos métodos anticoncepcionais", argumenta, apontando que, entre as alunas pesquisadas, 80% afirmaram estar usando à época da fertilização um ou dois métodos associados (40%, tabela; 27%, pílula; e 13%, camisinha) (JB).