Os integrantes da CPI do caso PC Farias decidiram ontem continuar as investigações e acompanhar o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público, relativo às denúncias da comissão. Os parlamentares começaram a distribuir para algumas comissões permanentes e para outras CPIs em andamento-- como as que investigam a privatização da VAPS; a evasão fiscal; e a ação de Leoni Ramos (SAE) na PETROBRÁS-- documentos e informações que receberam mas não foram incluídos no relatório do senador Amir Lando (PMDB-RO). Da reunião de ontem participou também o deputado Jamil Haddad (PSB-RJ), que não integrou a CPI do PC mas que pode contribuir com esclarecimentos na CPI da VASP. Em 1990, como senador, Haddad pediu à então ministra Zélia Cardoso de Mello a relação de pessoas que fizeram saques de alto valor às vésperas do Plano Collor I. A lista que recebeu, no entanto, não continha os saques da secretária do presidente Collor, Ana Acioli, e de PC Farias, agora descobertos pela CPI. Dois dias após o bloqueio das contas bancárias, Ana comprou um cheque administrativo no mesmo valor do saque que fizera (NCz$2,5 milhões) em favor da Vadel Transportadora, do empresário Wagner Canhedo, que mais tarde compraria a VASP (O Globo).