O presidente do Comitê Assessor dos Bancos Credores, William Rhodes, confirmou ontem, em Nova Iorque (EUA), que o Brasil vai assinar em 10 de setembro o acordo para emissão de US$7 bilhões em bônus, correspondentes aos juros em atraso da dívida externa, e que o acordo definitivo da dívida, que deverá reduzi-la em cerca de 35%, deverá ser assinado dentro de duas semanas. A situação política no Brasil provocou crescente preocupação entre os bancos, sem que isso tenha impedido que continuem os trabalhos técnicos para preparação do acordo. Os bônus, que deverão ser emitidos no quarto trimestre do ano, correspondem a 75% dos atrasados da dívida de US$44 bilhões. Os outros 25% foram pagos em junho, depois que o Senado brasileiro aprovou um acordo nesse sentido entre o governo e os banqueiros (O Globo).