As pequenas empresas brasileiras que pretendem ampliar sua participação no mercado interno e no MERCOSUL terão que aperfeiçoar sua produção para atender à grande demanda decorrente da integração latino-americana. Empresários reunidos ontem na 7a. Rio Negócios, no Rio de Janeiro, apontam várias oportunidades de negócios que surgem diante da experiência da integração. O presidente da União de Criadores de Empresas (UCRE) do Uruguai, Luiz Ganz, ressaltou que as pequenas empresas brasileiras encontram grande demanda por produtos com alto valor agregado e que não requerem produção em larga escala. Ganz citou artigos como calçados finos, "softwares", aparelhos para laboratórios químicos, móveis e madeira. No segmento de softwares, por exemplo, a grande maioria é formada por microempresários. A subcontratação de pequenas empresas é o caminho para que o segmento expanda seus negócios no país e no exterior, disseram Luiz Ganz e Osvaldo Schencke Aubel, diretor do Serviço de Cooperação Técnica, ligado ao governo chileno. Subcontratar, no caso, é a contratação de pequenas empresas por uma grande, para fornecerem partes de uma encomenda (JC).