AUTOLATINA DISPUTARÁ FORNECIMENTO DE NOVO CARRO AOS EUA

O Brasil vai entrar no páreo (junto com Alemanha e México) para disputar a produção de um novo carro destinado aos EUA. Será um veículo da classe A, ou seja, o chamado carro de entrada, mais barato. A informação foi dada ontem pelo presidente da Autolatina Brasil, Pierre-Alain de Smedt. O Brasil tem chances, hoje, melhores, por exemplo, que há dois anos
49953 passados, graças aos melhores níveis de produtividade e qualidade, disse Smedt. "Vamos competir com o México e é bom lembrar que o custo da mão- de-obra lá e metade em relação ao Brasil", comentou. O presidente da Autolatina Brasil também comentou o acordo de livre comércio da América do Norte, o NAFTA, o MERCOSUL e a crise política: Sobre o NAFTA: "É claro que um bloco é sempre um risco para o Brasil, assim como foi o bloco europeu. A recíproca é verdadeira: o MERCOSUL é um bloco e, como tal, um risco para os países que não pertencem a ele". (A Autolatina exporta diariamente 500 motores e 500 caixas de câmbio à Volkswagen mexicana para a montagem local do Fusca; do México traz eixos do Santana). Sobre o MERCOSUL: "Vamos neste ano exportar para a Argentina 30 mil carros e importar 10 mil. Teremos um saldo positivo, só em veículos, em torno de US$150 a 200 milhões". Como zerar o superávit brasileiro? "Temos, até 1994, para fazer isto". Uma das principais "armas" será importando caixa de câmbio da fábrica argentina de Córdoba. A partir de 1993 Smedt calcula que o Brasil comprará de Córdoba 150 mil caixas por ano (a unidade da Argentina vai exportar também à Alemanha: ano que vem colocará naquele mercado 90 mil transmissões. Sobre a crise política: "Estamos numa democracia. As instituições políticas estão funcionando. O Congresso é que vai decidir" (GM).